Libras: conheça o Tiago e a Priscila, intérpretes das sessões

Com o início da interpretação das sessões em Libras, nesta semana, os servidores da Câmara Municipal ganharam novos colegas: o Tiago, a Priscila e a Ligia (as duas irão se revezar durante os dias). Eles trabalham para a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos – Feneis e contam pra gente um pouquinho desta atividade tão inspiradora e inclusiva.

O Tiago Henrique Rissardi tem 36 anos e nasceu no interior de São Paulo. É formado em Teologia e Letras. Ele conta que as suas duas graduações foram inspiradas em seu interesse na Língua Brasileira de Sinais. “Esse interesse começou quando, na adolescência, eu namorei uma garota surda. Então, em todos os lugares que íamos, principalmente na igreja, eu voluntariamente interpretava os acontecimentos para ela”.

Já a Priscila Simões, 42 anos, é natural de Curitiba e também formada em Letras. “Desde criança aprendi a Libras, pois tinha uma tia que era surda. Aos 18 anos comecei a interpretar na igreja e, aos 21, profissionalmente”, disse.

Ao falaram sobre a profissão, Tiago e Priscila se mostram apaixonados pela vocação, interessados em aprender cada vez mais. “Somos privilegiados já que estamos em vários setores da sociedade: cultural, político, acadêmico. O crescimento pessoal é enorme por conta disso. Além disso participamos de vários processos de aprovação de leis e decretos que garantam direitos a essa minoria”, conta a Priscila.

Para eles é certo que a inclusão total ainda não existe, mas que está em processo. “A sociedade tem que entender que essa é uma responsabilidade de todos, não apenas da família do surdo. A equidade é o caminho da inclusão”.

Os intérpretes também alertam para o capacitismo, preconceito contra deficientes. “O primeiro passo para ser um bom profissional é reconhecer que não somos os salvadores de ninguém, reconhecer que todas as pessoas têm limitações. Além disso não basta simplesmente saber as palavras em Libras, é preciso entender as nuances da interpretação, o registro linguístico, as expressões, para passar claramente ao surdo o que está ocorrendo. Por isso, o estudo é contínuo, apenas o básico de conhecimento não é suficiente”, completa o Tiago.

O Tiago e a Priscila (ou a Lígia) estarão na Câmara todas as terças e quintas-feiras durante as sessões. Desejamos boas-vindas e bom trabalho a eles!

Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação” Lei 13146/15 – Art. 4º – Estatuto da Pessoa com Deficiência

Assessoria de imprensa 06.10.2021

 

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