CPI das imobiliárias auxiliou na permanência de mais de mil famílias em seus lares

Documentos e informações coletadas pela Comissão foram utilizados em processo que suspendeu as reintegrações de posse.

            Concluída em junho deste ano, a CPI das imobiliárias da Câmara Municipal contribuiu para que mais de mil famílias permanecessem em seus lares. A informação foi repassada pelo ministério público de São José dos Pinhais aos vereadores componentes da Comissão: Luiz Paulo, Professor Abelino, Gilberto Mello, Tadeu Camargo e Alberto Setnarsky.

            A CPI verificou, durante oito meses, casos de especulação imobiliária e fatos relativos a conflitos na negociação entre moradores que adquiriram lotes e imobiliárias. Estima-se que havia, no município, cerca de quatro mil processos relacionados à habitação. Muitos deles devem-se ao fato de a cidade ter crescido demasiadamente desde meados da década de 1990, quando grandes montadoras de veículos instalaram-se na região, o que gerou alta da especulação de imóveis.

            As investigações foram realizadas a partir de denúncias e reuniões junto à comunidade e mutuários, determinando assim, os loteamentos e documentos a serem averiguados. De acordo com o relatório conclusivo, foram encontradas diversas irregularidades e alguns empreendimentos foram embargados pela justiça. Este relatório foi utilizado para apresentação, pelo ministério público, de ação civil pública para suspensão das reintegrações de posse por parte das imobiliárias.

            Para o vereador Professor Abelino, que utilizou da palavra em tribuna durante a sessão da Câmara desta quinta-feira (26) para comentar o assunto, os trabalhos da CPI foram importantes para auxiliar a defesa de diversos mutuários. “Dizem que as CPIs sempre terminam em pizza. Mas posso dizer que essa, com muita dedicação e trabalho de seus componentes, ajudou mais de mil famílias desse município a não ficarem desabrigadas”, disse Abelino, que foi relator da CPI das imobiliárias.

Trabalho de campo da CPI das imobiliárias.

Renata Teixeira Gomes
Assessoria de Imprensa 26.11.2015

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