Transporte coletivo é tema de debate na Câmara Municipal

Vereadores criticaram a proibição do pagamento de passagem com dinheiro

            Nas últimas semanas, os são-joseenses estão sentindo-se indignados com a proibição, por parte das empresas de ônibus, de pagamento da passagem em dinheiro. Os usuários estão sendo obrigados a comprar o cartão transporte em poucos pontos de vendas disponíveis no município. Os vereadores debateram esse assunto durante a sessão ordinária da Câmara Municipal desta terça-feira (06).

            Quem iniciou as discussões foi o vereador José Vieira, ao fazer uso da palavra em tribuna para relatar que a situação é crítica, nunca vista igual. “Essa é a maior vergonha para o município em relação ao transporte coletivo. É inaceitável a impossibilidade de viagens aleatórias. Por exemplo, se meu carro quebrar ou se eu receber visitas de parentes de outras cidades nem eu, nem eles poderão embarcar nos ônibus, pois temos apenas dinheiro e não o cartão transporte”, disse Vieira.

                Para ele, o município está regredindo e os vereadores estão de mãos atadas, sem poder interferir no assunto. “Não consigo acreditar que a administração pública não esteja vendo esse absurdo e não tome as providências cabíveis”, finalizou o vereador. O presidente da Casa, vereador Sylvio Monteiro, também deu sua opinião. “As pessoas têm reclamado com razão, pois, recentemente perdemos 45 milhões de reais do governo do estado com a não integração do transporte coletivo. Até hoje, não tenho percebido uma postura firme do executivo em relação aos desmandos das duas empresas permissionárias que atuam em São José dos Pinhais”, afirmou Sylvio.

                Na mesma ocasião, foi aprovado o projeto de lei de autoria do vereador Professor Abelino que dispõe sobre a orientação e o auxílio aos usuários de ônibus que integram o sistema de transporte coletivo. De acordo com o projeto, que foi encaminhado ao executivo para análise e possível sanção, todos os ônibus deverão ter, no mínimo, um funcionário, além do motorista, para orientar e auxiliar o usuário em suas necessidades, além da eventual cobrança de passagem. “Esse projeto é uma tentativa de voltarmos ao serviço normal que deve ser oferecido aos cidadãos”, disse Abelino, que também parabenizou o empenho dos vereadores em tentar resolver o problema.

                   Outros vereadores fizeram uso da palavra para apoiar a iniciativa de José Vieira e Sylvio Monteiro. “Fomos eleitos pelo povo e é a ele que devemos defender. Temos que dar um basta a esse monopólio do transporte coletivo”, afirmou Alberto Setnarsky, destacando também, que o ministério público já está investigando os contratos firmados na área. A vereadora Lucia Stoco relatou ainda, que a comunidade reclama da falta de pontos para solicitação da primeira via do cartão. “Há alguns pontos de recarga nos bairros, mas nenhum que faça o cartão”, explicou.

O presidente Sylvio Monteiro também criticou o transporte coletivo do município.

Renata Teixeira Gomes
Assessoria de Imprensa 06.10.2015

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