Força Sindical pede aprovação de projeto que proíbe uso de amianto

            Representantes da Força Sindical compareceram à sessão ordinária da Câmara Municipal desta terça-feira (05) para pedir rapidez na aprovação do projeto de lei 35/2013, que proíbe a fabricação e utilização da matéria-prima amianto em São José dos Pinhais. O projeto tramita na Casa desde abril e é de autoria dos vereadores Aílton Fenemê e Onildo.

            O segundo secretário fez uso da palavra em tribuna para agradecer os sindicalistas. “Essa é uma luta minha que vem desde 2005 e agora tenho certeza que vai dar certo”, disse Fenemê. O vereador Onildo também comentou o assunto. “Quando se trata da utilização do amianto, a realidade é triste. Por isso devemos votar o mais rápido possível, pois questões de saúde devem ser prioridade”, pediu o corregedor do legislativo que também contou casos de pessoas que sofrem com doenças causados pelo amianto.

            De acordo com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, professor Assis, a análise do projeto foi demorada, pois trata-se de caso complexo. Segundo ele, a Comissão de Saúde e Meio Ambiente já está estudando o documento que, em breve, entrará na pauta de votações. O vereador Professor Abelino também demonstrou preocupação. “No Guatupê há uma grande empresa que utiliza o amianto e, possivelmente, está contaminando o Rio Pequeno. Além de funcionários prejudicados diretamente, a população pode estar sendo contaminada indiretamente através do consumo da água”, disse.

            O amianto é uma fibra mineral natural usada para produzir telhas, caixas d’água e outros produtos. A exposição a essa matéria-prima, durante mais de dez anos, pode provocar câncer de pulmão, dentre outras doenças. Segundo estudo do Instituto Nacional do Câncer não há níveis seguros de exposição, por isso deve ser abolido das fábricas e obras. Alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, já aprovaram leis proibindo a utilização do amianto. Esse tem sido substituído, desde 2001, pelo PVA (poliacetato de vinila) e polipropileno.

Renata Teixeira Gomes
Foto: Fernanda Grebogy

Assessoria de Imprensa 05/11/2013

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