Política “antibullyng” é aprovada pela Câmara Municipal

Projeto de lei é de autoria da vereadora Mari Temperasso

          O fenômeno do bullying vem ocupando espaço crescente entre as preocupações de educadores, pais e sociedade. O termo, em inglês, refere-se a um conjunto de práticas recorrentes de intimidações e agressões, ocorridas sem motivação aparente contra uma mesma vítima. Preocupada com a incidência dessa prática nas instituições de ensino do município, a Câmara Municipal aprovou, na sessão dessa quinta-feira (27), projeto de lei que institui a política antibullyng em São José dos Pinhais.

          De autoria da vereadora Mari Temperasso, o projeto obriga as escolas a criar e manter comissões antibullyng, composta por professores e pais. Tais grupos terão como competência: elaborar e divulgar plano de prevenção e repressão à prática de bullyng, receber reclamações e denúncias e prestar informações, semestralmente, à secretaria de educação sobre os trabalhos realizados, incluindo número de ocorrências e procedimentos adotados.

          São muitos os objetivos que pretendem ser alcançados, entre eles reduzir a prática de violência dentro e fora de instituições de ensino; promover a cidadania; identificar incidência e natureza das práticas de bullyng; capacitar professores e equipe pedagógica a lidar com o tema e orientar vítimas e agressores, além de suas famílias, envolvendo-as no processo de percepção, acompanhamento e formulação de soluções.

          Embora os estudos sobre o problema sejam relativamente recentes, alguns amplos consensos já se estabeleceram entre os especialistas sobre as melhores formas de prevenir e combater o bullying nas escolas. A conscientização da comunidade escolar, o desenvolvimento de estratégias adaptadas a cada estabelecimento de ensino e o protagonismo dos próprios alunos nesse processo, são alguns deles. “Os efeitos do bullying são inúmeros, causando enorme sofrimento às vítimas. Isso é ainda mais grave quando ocorre nas escolas, por afetar crianças cuja personalidade e sociabilidade estão em desenvolvimento”, afirmou a vereadora.

          Para fins de incentivo à política “antibullyng” o município poderá, de acordo com o projeto, contar com o apoio da sociedade civil e especialistas realizando seminários, palestras e debates e orientando pais, alunos e professores através de cartilhas e material informativo em geral. O projeto segue para análise e possível sanção do poder executivo.

 

Renata Teixeira Gomes
Assessoria de Imprensa 01/07/2013

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