Escola Especial para Surdos participa de sessão da Câmara

Diretora, professores e alunos pediram educação bilíngue para surdos

          A Câmara Municipal recebeu, na sessão ordinária desta terça-feira (11), os alunos, professores e diretora da escola especial para surdos Professora Ilza de Souza Santos. Os participantes solicitaram o apoio dos vereadores na luta a favor da educação bilíngue – português e libras (sinais) – para surdos.

            A professora da escola,  Mariliese Maleski fez uso da tribuna popular para discorrer a respeito do assunto. Segundo ela, o município reconhece, desde 1998, a língua de sinais como a língua oficial dos surdos.  Mariliese citou, ainda, a lei federal nº 10436/02 que instituiu a língua de sinais como a segunda língua oficial do país, sendo essa a principal forma de comunicação da comunidade surda.

            A respeito da educação bilíngue, a professora afirma que, em São José dos Pinhais, apenas a escola Ilza de Souza Santos oferece essa modalidade de ensino. “Em encontro com o ministro da educação, Fernando Haddad, em maio, pedimos a continuidade das escolas de surdos e a implementação de mais escolas que ofereçam a educação bilíngue” disse. “Contamos com esta Casa, que sempre colaborou com o movimento desta comunidade e que abre suas portas mais uma vez, para apoiar a educação bilíngue a estes cidadãos são-joseenses. Agradecemos este momento de verdadeira inclusão”, finalizou Mariliese, convidando os vereadores a conhecer o dia a dia da escola.

            Em seguida, a estagiária da escola, Ana Carolina discursou, em língua brasileira de sinais, representando todos os alunos. A adolescente contou sua história, vida escolar e importância de ter estudado em uma escola especial para surdos, abrindo caminho para sua realização profissional. “Quando entrei na escola especial comecei a interagir com as pessoas através de língua de sinais, fui acolhida e rapidamente me adaptei. Hoje sei que sou capaz, pois nós, surdos, não queremos viver isolados, queremos compartilhar e podemos fazer isso através da nossa língua. Por isso pedimos aos vereadores que nos ajudem a defender as escolas para surdos”, explicou Ana Carolina.

            Por sua vez, os vereadores manifestaram apoio e parabenizaram o trabalho de professores, diretores e funcionários da escola Ilza de Souza Santos. Fizeram uso da palavra os vereadores Toninho da Anderson (PSD), Onildo (PT), Carlos de Castro (PSD), Mari Temperasso (PSDB), Walder Mulbak (PSD) e Lúcia Stoco (PSD) que, incentivou os alunos citando o exemplo de sua filha, também deficiente auditiva, realizada tanto pessoal, quanto profissionalmente.

            O primeiro secretário do Legislativo, professor Imar Augusto (PSB), finalizou a sessão demonstrando sua indignação com o projeto do MEC (Ministério da Educação) que pretende extinguir as escolas especiais. “É uma vergonha o governo federal querer acabar com as escolas para surdos. Sabemos que algumas crianças e jovens são passíveis de inclusão, mas outras não. A comunidade dos surdos merece ser respeitada”, disse o vereador.

 

A professora da escola especial, Mariliese Maleski, defende o ensino bilíngue para surdos
Ana Carolina, deficiente auditiva, sonha com um futuro profissional de sucesso

 

Renata Teixeira Gomes
Assessoria de Imprensa 11/10/2011

 

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