Câmara Municipal requer informações sobre demolição da sede do Poder Executivo

Antônio Bobrowec, defensor da causa, usou a Tribuna Popular para pedir esclarecimentos

 

           Assunto quem vem mobilizando a cidade, a demolição da sede do Poder Executivo, um prédio histórico de 120 anos, foi amplamente discutido na sessão ordinária da Câmara Municipal desta terça-feira (17). Os vereadores apresentaram requerimento solicitando informações a respeito e o jornalista e defensor da causa, Antônio Brobrowec, fez uso da tribuna popular para comentar o tema e pedir o apoio dos legisladores.

            De acordo com o requerimento apresentado, os vereadores gostariam de saber se o prédio estava em processo de tombamento, baseado em qual fundamento legal foi realizada a demolição e o que motivou a atitude. Ainda, pedem uma cópia da documentação que comprove cada uma das respostas. O Poder Executivo tem o prazo de 15 (quinze) dias para responder o documento.

            No discurso proferido, Antônio Brobrowec lamentou o acontecimento. Acompanhado de várias pessoas que compartilham de sua opinião, como a historiadora Maria Angélica Marochi, o jornalista relatou o histórico dos acontecimentos até a data da demolição. Segundo ele, em agosto de 2010 foi feita solicitação para que a Secretaria de Cultura iniciasse o processo de tombamento do prédio, não sendo atendido o pedido, em março deste ano o Compac (Conselho Municipal de Patrimônio Cultural) tombou a construção. “Era o prédio mais antigo de São José dos Pinhais, estando no imaginário coletivo da comunidade, que está indignada. Peço que os vereadores façam jus a Lei Orgânica do município e cobrem os responsáveis”, declarou Brobrowec, visivelmente emocionado.

            O presidente do legislativo, vereador professor Assis Manoel Pereira (PSDB), também lamentou a demolição do prédio histórico, declarando, ainda, que os vereadores desconheciam a ação ocorrida no último fim de semana. “A Câmara nunca deixou de atender a comunidade no sentido de preservação do patrimônio. Por isso estamos requerendo informações e com as respostas poderemos das maiores esclarecimentos à população”, declarou.

            Demais vereadores fizeram uso da palavra em explicação pessoal para lastimar o caso e manifestar surpresa. “Os vereadores não sabiam de nada, ficamos de mãos atadas. Infelizmente, em nosso município, o patrimônio histórico ficará apenas em fotografias e na memória da população”, afirmou o primeiro secretário da Casa, vereador professor Imar Augusto (PSB), que foi aplaudido pela plateia.

Os vereadores Assis e professor Imar lamentaram o ocorrido

 

Renata Teixeira Gomes
Assessoria de Imprensa 17/05/2011

 

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