Temas diversos são tratados por vereadores na sessão dessa quinta-feira, 20.

 

Durante as sessões ordinárias da Câmara de Vereadores o uso da palavra, tanto na Tribuna quanto em explicação pessoal, tem sido constante. Nessas ocasiões são levantados vários assuntos de interesse da comunidade, bem como problemas que ocorrem na administração pública do município.
 

Na tarde dessa quinta-feira, 20, quem fez uso da tribuna foi o vereador Toninho da Anderson (PP), que voltou a tecer críticas à Secretaria de Educação. Na sua opinião estão acontecendo falhas no gerenciamento da pasta, principalmente no que se refere ao fornecimento de alimentos nos Centros Municipais de Educação Infantil – CMEIs.
 

O vereador, que em sessões anteriores já abordou esse problema, relatou dessa vez que foram entregues caixas de leite com o prazo de validade vencido, demonstrando assim a falta de respeito com as crianças são-joseenses. Com relação à merenda fornecida, ele também informou que o suco e as frutas estão vindo congeladas e, por esta razão, sendo rejeitadas. “É preciso melhorar esse fornecimento, pois a empresa fornecedora está sendo muito bem paga”, finalizou.
 

Em explicação pessoal, o primeiro a falar foi o vereador Walder Mulbak (DEM). Por ser presidente da Comissão Permanente de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, e em virtude dos problemas levantados quanto a merenda escolar em sessões anteriores, ele relatou sua visita a empresa que fornece os alimentos às crianças dos CMEIs.
 

Em seu relatório Walder frisou que não encontrou nenhum problema, ao contrário, ficou feliz com o que viu e lamentou que outros vereadores não o acompanharam. Também se manifestou quanto ao problema do leite, apresentado pelo vereador Toninho da Anderson. Para ele, que já foi diretor de escola, a ocorrência de produtos com prazo de validade vencido acontece e quem tem que resolver é o responsável pelo estabelecimento de ensino, solicitando a troca da mercadoria.
 

O vereador Imar Augusto (PSB) também se manifestou a respeito da Secretaria de Educação, porém o tema foi outro. Segundo ele, funcionária comissionada da referida pasta foi tirar satisfação com servidor que foi em uma reunião no período noturno. “Isto é inadmissível, o servidor fora do horário de expediente é livre. Com esta atitude essa administração está sendo marxista e fascista”, declarou.
 

Em sua explicação pessoal, o vereador Carlos de Castro (DEM) aproveitou para enaltecer o trabalho do secretário de obras, Nivaldo Carneiro. O motivo são as obras que estão sendo realizadas na região do Jardim Ipê e em outros bairros. Ele lembrou também da necessidade do envio urgente, pelo poder Executivo, do projeto de Lei que trata do reajuste salarial dos servidores públicos, para que haja tempo hábil de ser incorporado neste mês de maio.  
 

 PROJETO DE LEI
 

A tramitação do projeto de Lei Complementar nº 054/2010, que altera dispositivos da Lei Complementar nº 21, de 22 de dezembro de 2005 – que dispõe sobre a criação de empregos públicos para a execução dos Programas de Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde, na sessão da Câmara Municipal dessa quinta-feira, 20, gerou várias discussões. Esse projeto modifica as cargas horárias, adequando-as a nova realidade de atendimento dos Postos de Saúde do município, que passam a atender desde a madrugada e inclusive nos sábados.
 

Os vereadores Ailton Fenemê (PSDB), Onildo (PT), Walder Mulbak (DEM) e Zé Vieira (PTB) defenderam a iniciativa do projeto, pois acreditam que em muito irá beneficiar a população são-joseense. A polêmica foi em razão do posicionamento do vereador Imar Augusto (PSB), que votou contra o projeto de Lei por entender que, mais uma vez, os servidores públicos serão sacrificados e nada vai adiantar, caso não haja profissionais (médicos) para consultar os pacientes.
 

O referido projeto de Lei foi aprovado pela maioria dos vereadores em primeiro e segundo turno. Esta aprovação contrariou o posicionamento do Sindicado dos Servidores Públicos do Município, levando inclusive o seu presidente a se manifestar na plateia contra o vereador Onildo, por este ser do Partido dos Trabalhadores (PT). Na defesa de Onildo, o vice-presidente do Poder Legislativo, Sylvio Monteiro, na sua explicação pessoal, argumentou que atitudes como essa são uma falta de respeito com todos os vereadores, que estão ali para defender os interesses da população.
 

Jornalista Nara Moreira – 21/05/2010

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